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Névoa

Espectro que ofusca... Atrai. Assusta. Preenche. Sufoca.
Estranha. Bonita. Volátil.
Atrapalha o curso normal dos carros... Dos bichos... Dos livres... Da vida.
Bonita de ver - à distância. Angustiante, por perto.
Um espectro errante.
Bruma inebriante...
Claustrofóbica.
Apreciada, ao surgir. Festejada ao desaparecer...
E, assim, vou evanescendo... Cada dia menos espessa... Cada dia menos eu.

Sabathela.

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Ao fundo

Estou me afogando... Simplesmente não consigo ser funcional. É possível ser soterrada pelos próprios pensamentos? Eu sou. E é na escuridão sufocante que eles me lançam que eu posso ser eu mesma. Somente. A luz do dia me cega. As pessoas me drenam. Quão trágico é dar-se conta que o melhor que terá na vida é, de alguma forma, gastar o máximo de tempo que lhe resta se escondendo? Escondendo-se na obscuridade do espectro inumano que se descobriu ser. Não quero sair. Não quero ninguém. Quero trancar a porta. Não quero sair. Não quero enxergar. Não quero ouvir. Não quero sair. Estou me afogando... Se escapar para a superfície, a morte será muito pior... Quero afundar. Quero ver a luz desaparecer. E, no medo de me perder, desaparecer... Estou me afogando. Sabathela.