Eu era uma menina. Medrosa.
Ah... Sempre o medo. Medo de atrair olhares e, assim, ter a minha natureza exposta. Ser despida languidamente da minha roupagem de indiferença, independência e segurança... Medo que descubram que sou uma fraude. Que não sei ser humana, exceto pelos mais rasos traquejos de alguns ritos sociais penosamente mimetizados.
Medo de encarar a rejeição daqueles que já, de alguma forma, enxergaram, mesmo em suas cegueiras, minha escuridão. Medo de ver em seus olhos os meus terrores noturnos e os uivos dos demônios que habitam em mim; visões e sons que suporto somente nas madrugadas solitárias, quando ninguém mais pode presenciá-los...
Uma alma cansada... Imolada... Esfolada... Cada resquício de sentimento arrancado a marteladas. Martelos de luz. E, agora, sobrou somente o medo.
Eu sou uma mulher. Medrosa.
Sabathela.
Ah... Sempre o medo. Medo de atrair olhares e, assim, ter a minha natureza exposta. Ser despida languidamente da minha roupagem de indiferença, independência e segurança... Medo que descubram que sou uma fraude. Que não sei ser humana, exceto pelos mais rasos traquejos de alguns ritos sociais penosamente mimetizados.
Medo de encarar a rejeição daqueles que já, de alguma forma, enxergaram, mesmo em suas cegueiras, minha escuridão. Medo de ver em seus olhos os meus terrores noturnos e os uivos dos demônios que habitam em mim; visões e sons que suporto somente nas madrugadas solitárias, quando ninguém mais pode presenciá-los...
Uma alma cansada... Imolada... Esfolada... Cada resquício de sentimento arrancado a marteladas. Martelos de luz. E, agora, sobrou somente o medo.
Eu sou uma mulher. Medrosa.
Sabathela.
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